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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Buenos Aires - Dia 4

Quarto dia em Buenos Aires, dia de Tigre, compras e muito frio!

Recomendando por 10 entre 10 taxistas e agentes de viagens lá fomos nós visitar a cidade de Tigre. 

O Delta do Tigre é um conjunto de canais, ilhas e braços de rio na foz do rio Paraná que deságua no Rio de Prata e Tigre é o nome da cidade situada no delta. Na cidade é possível fazer passeios de barcos ao longo do rio, almoçar em restaurantes as margens das ilhas, se divertir no parque de diversões ou perder grana no cassino.  
Entre as recomendações estava chegar até a cidade utilizando o Tren deLa Costa. Um expresso turístico a beira costa, que faz paradas em estações intermediárias em que é possível descer para conhecer restaurantes, cafés e lojas de artesanato local. Em tese tudo lindo e fantástico, mas na prática!
               
Embarcamos na estação de trem Libertador que fica afastada de Buenos Aires. 40 minutos de taxi e 100 pesos pela corrida definitivamente não estavam nos planos.  O taxista nos deixou em frente ao um supermercado e nos apontou para a entrada da estação, porém, somente depois de muita procura encontramos a entrada da estação, que fica em cima de algumas lojas.

Completamente abandonada e destruída a estação de Libertador não é nenhum pouco turística, era comum ver mendigos passando pela estação para cortar caminho, o trem é mal conservado e completamente pichado e seu percurso não tem nada de atrativo. Da Costa Argentina vimos pouco mais de 500 metros de mar, o resto da viagem foi de casas, construções e mata. As estações seguintes não ofereciam uma estrutura diferente ou qualquer coisa que nos convencesse a fazer uma parada.

O Tren de La Costa tem seu ponto final exatamente nas costas da cidade de Tigre. Desembarcamos em meio a cenário fantasma, muito lixo, lojas fechadas, pouca gente na rua (em plena quinta feira as 13h). Ao lado da estação estavam o Parque de Lá Costa e o Cassino Trilenium, ambos fechados.  Após muita dificuldade em conversar com os locais e já desistindo de pedir informações, um casal de australianos nos orientou como chegar ao leito do rio.

Na praça central da cidade de Tigre fica o centro de informações ao turista, lojas de artesanatos e guichês para compras de passeios de barco (o local melhor organizado e conservado até então). Os preços dos passeios são diversos e variam de acordo com o conforto e tempo de passeio oferecido. Compramos o passeio de 1h em uma embarcação simples e de médio porte. Sobre o trajeto, não há muito que falar, águas turvas e barrentas em um barco a 30km por hora. Ao longo da margem vimos um cemitério de barcos, casas e piers domésticos.

A orla ao longo do rio era bonita e bem conservada uma boa opção para caminhada e inicio da cidade era limpo e simpático os canteiros de flores se espalhavam ao montes, porém a primeira impressão da viagem não seria apagada facilmente e já que a cidade não oferecia grandes atrativos hora de voltar para Buenos Aires, optamos por volta com trem comum e por incrível que pareça a estação de Tigre era melhor estruturada, limpa e conservada, muito mais turística que a estação do Tren de La Costa. 


Os trens comuns tinha melhores condições, mas não diferente daqui haviam ambulantes vendendo compilações de hits brasileiros (Gustavo Lima e cia) em cada vagão. A viagem de volta durou pouco mais de 40 minutos (todo trajeto até Buenos Aires) e o valor da passagem foi de $1,35 contra os $16 do Tren de La Costa.

Em Buenos Aires dedicamos o restante para visitar as famosas outlets e conhecer o centro de compras. O destino para quem desejar comprar é a Calle Córdoba a partir do n°4000. Para os amantes de couro a avenida oferece grande variedade de lojas e preços atrativos, com 500 pesos é possível comprar jaquetas de couro, que aqui no Brasil não sairiam por menos de 1.000 reais. 


Esteja disposto a andar e experimentar roupas, os preços são muito parecidos com os praticados no Brasil, porem a variedade e novidades são incríveis, com paciência e muita garimpa as compras com certeza valem a pena.

Exaustos mas com vontade aproveitar até o ultimo minuto nosso penúltimo dia em B. Aires decidimos fechar a noite em um restaurante bacana, após uma breve discussão, fomos até o badalado Café Tortoni


Um café charmoso e talvez um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Para quem deseja ver um show de Tango tradicional o café oferece ao longo da noite diversas apresentações por $120,00 por pessoa.

A visita ao café vale pela sua áurea sofisticada e arquitetura impar, pra variar os brasileiros dominavam o local, o atendimento é deixa um pouco a desejar os garçons simpáticos por demais e demoram um tanto a te atender, o menu não oferece nada de muito interessante, a Mari optou por tomar um submarino (Leite quente e chocolate em barra) e eu mais uma vez fui de cerveja. O show de tango deixamos para uma próxima visita, para os amantes de café e cafés o destino tem que contar no programa de viagem.

Caminhada até o hotel pela cidade iluminada, sem antes deixar de passar por mais uma manifestação de estudantes e cama. Saldo aquém do esperado e com certeza o dia mais broxante em Buenos Aires.  















sexta-feira, 4 de maio de 2012

Buenos Aires - Dia 03

O dia reservado pra natureza.
Saímos do hotel com o roteiro pré programado. "Vamos pra Palermo de metrô, fazemos: zoológico, jardim japonês, rosedal, e se sobrar tempo, jardim botânico".

Caminhamos até a estação faculdade de medicina, na Av. Cordoba, pertinho do nosso hotel. Confesso que eu estava bem ansiosa pra ver como era o metrô de lá. Eram apenas algumas estações e nenhuma baldeação. O metrô (ou subte como é chamado lá) é , de longe, o pior meio de transporte argentino. Muito velho. Mas $2,50 e cumpriu seu papel, nos deixou ao lado do zôo. Estação Plaza Italia.
Chegando ao zoológico, vc tem a opção de comprar um pacote completo, e um simples (que não da direito ao passeio de barco, ao reptálio e aquário, mas que, eu, particularmente não sentiria a menor falta).

Zoológico é zoológico e não tem muito o que falar, tem uns bichinhos que ficam soltos e vc pode alimentar (com uma ração vendida nos quiosques), uns bichos diferentes... Mas o lugar é uma graça. Aproveitamos muito, tiramos muitas fotos e andamos por tudo lá. O urso polar, o tigre de bengala e o leão branco foram as melhores atracões. O passeio vale muito a pena, mas achamos que era lá que vc pode entrar em algumas jaulas dos animais, e só aqui no Brasil descobrimos que é um outro lugar. Pelo que entendi o zoo fica em uma província chamada Lujan.
Fome e pernas cansadas. Almoço e taxi até o jardim japonês.
Uma graça de lugar. Em meio a duas avenidas enormes, mas uma paz que vc não sabe de onde vem.

Lugar lindo, caminhada super agradável, tranqüilidade... Acho os $16,00 um pouco de abuso por ser um jardim, e não tem muito o que ver, mas somos turistas e algumas coisas fazem parte. É lindo mesmo!
Saindo de lá, com o nosso guia em mãos, fomos procurar a sorveteria freddo, que segundo o mapa estava a apenas algumas quadras. Depois de andar muito, para todos os sentidos possíveis descobrimos que o nosso guia nos traiu (e não seria a última vez). A sorveteria não existia mais, não lá, mas recebemos indicação de outra, que valeu toda a caminhada. Heladeria Un'altra volta, o melhor sorvete de dulce de leche do mundo! Tentação. Sorvete misturado com o próprio doce. Bom demais!
Pernas descansadas, fôlego recuperado. Próxima parada, rosedal...

Rosedal = Parque das rosas. De todos os tipos, cores e tamanhos... Pense num lugar encantador? É todo fofo lá, uma gracinha de ver.
O namorado, é fascinado por tirar foto de flores, se deliciou por lá. Tínhamos ouvido falar que o parque era muito grande e tomaria boa parte do dia andando por lá.
Nós andamos bastante, vimos tudo, namoradinho feliz se abstraiu do mundo e ficou lá curtindo as rosinhas... Deu tempo tranquilo. Arrumamos uma sombrinha, de frente por lago e curtimos o fim de tarde ali. Aquela calma, num lugar lindo... Aproveitamos pra ver as fotos, namorar um pouquinho e planejar a noite.
Namorados: Recomendo uma tarde sem a menor pressa no Rosedal!

Volta pro hotel, banho, e ligação para alguns rádio taxis. Nossa ideia era fazer um city tour noturno pela cidade, e de táxi seria mais vantajoso do que contratar o serviço de uma empresa de turismo.
Para os rádio taxis que ligamos, a média ficou de $250,00 um passeio de duas horas. Achamos muito caro, já que um outro taxista tinha nos dito que era mais ou menos $80,00 / hora.
Fomos caminhar pelo centro, e ver o que conseguiríamos.
Encontramos o Matias, um amorzinho, adorou a ideia, nos cobrou $100,00 por duas horas, nos levou aos lugares e conversou bastante com a gente. Demos muita sorte.
Minha humilde opinião: Melhor coisa da viagem foi esse passeio.
A cidade é linda a noite, nós curtimos muito cada parada.
O roteiro foi: Recoleta, palermo, san telmo, centro, Cassino, e Puerto Madero. Finalizamos lá o passeio e jantamos bem no porto mesmo. Uma delícia de vida de casal.
Voltando ao passeio... Os monumentos são incrivelmente iluminados, meus destaques ficam por conta da Igreja Nossa Senhora do Pilar (Recoleta), Casa Rosada, Teatro Colon. 
Acho que todo mundo deveria se dar ao luxo de fazer esse passeio. 

Sem sombra de dúvidas, foi o dia que mais aproveitamos na Capital argentina. Lugares lindos, tranquilidade, romantismo... Perfeito para nossa viagem de casalzinho. 





 Leão Branco
 Tigre de Bengala
 Jardim Japonês
 Rosa do Rosedal
Rosedal
 Nossa Senhora do Pilar
 Teatro Colón
 Casa Rosada
 Puerto Madero
Vista belíssima do porto

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Buenos Aires - Dia 02


Quando decidimos nosso destino tinha apenas algumas vontades: comparar o tão falado alfajor, assistir a um show de tango e ir a La Bombonera. Pois bem, segundo dia em Buenos Aires e as expectativas e realizações dominando o páreo.

Destino bairro La Boca, mas antes um pulo no locutório (misto de lan-house, bomboniere e central telefônica) para comprar um alfajor. Indicação do vendedor alfajor Recoleta, na primeira mordida a constatação: é bom pra cara%¨&*, muito superior aos alfajores da Havana e as marcas nacionais, recomendo.

Voltemos ao foco, destino La Boca. Ao entrar no bairro você já observa as diferenças entre La Boca e as demais regiões de Buenos Aires. La Boca é o bairro mais pobre da capital federal, mas mesmo assim charmoso, se você mora na periferia vai achar o bairro bem comum e nada perigoso como dizem os argentinos.

De longe La Bombonera toma contado campo de visão. Ao redor do estádio, as cores azul e amarelo do Boca Juniors (time de futebol local) se tornam vibrantes e presentes, as lojas de souvenires pipocam a cada quadra e a caixa de bombom de concreto se agiganta.

O estádio é tido como atração turística e prática os preços turísticos também, $55,00 (pessoa) pela entrada no museu e tour guiado. No tour visitamos as acomodações do estádio conhecemos a história e curiosidades sobre o time. Para os mais fanáticos é possível tirar uma foto a beira campo segurando uma réplica da taça libertadores ou bandeira do seu time de coração, pela bagatela de $100,00 a cabeça. 

Próxima parada Caminito, a esquina mais colorida e famosa de B. Aires. A poucas quadras do estádio do Boca o Caminito levanta seus sobrados multicoloridos e hastea as bandeiras do mercosul em suas sacadas. O bairro mais simpático e receptivo de Buenos Aires lembra aquelas cidadezinhas do interior onde tudo acontece ao redor do coreto.

Já na saída do estádio vimos um casal de tangueiros a espera de turístas, imaginavamos que eles esperavam por uma aglomeração para começar a bailar, nos aproximamos para sacar fotos e nossa primeira surpresa, o tangueiro já puxa a Mari pra si, a coloca em uma pose sensual de tango e espera pelos cliques. Nosso susto foi tanto que não conseguíamos parar de rir, fotos tiradas e o caboclo me cobra $20,00 pelas fotos, isso mesmoo cara cobra vinte pilas pelas fotos (#$!@#@#%¨&), portanto cuidado para não ser extorquido por um tangueiro em Buenos Aires!!!

No quarteirão propriamente dito do Caminito, aglomeram-se lojas de lembrancinhas e restaurantes. As lojas de lembrancinhas oferecem grande variedade de mimos para os parentes que vão te cobrar bagulhinhos de viagem, os preços são atrativos (mais baratos que encontramos) e em quase todas pode-se comprar em reais.

Com mesas que tomam as ruas, os restaurantes oferecem de graça show de tango e dança flamenca. Não se assuste com a quantidade de pessoas tentando te levar ao restaurante X ou ao Y, essa é uma prática comum na Argentina, tipo vendedor de shopping paulistano. 

Sentamos no La Vieja Rotiseria, pedimos uma cerveja, assistimos a algumas apresentações e discutimos a viagem até ali e nossos próximos passos. Cerveja sempre gelada, centenas de opções de vinhos, carne bem preparadas e servidas em grandes porções. Comida com certeza não é problema em Buenos Aires, escolhendo os restaurantes certos você volta mais gordinho fácil para o Brasil. Mas, vale a ressalva não peça por arroz, nunca! 

O La Vieja Rotiseria cumpre bem seu papel, o show de tango tradicional sem pirotecnias é lindo, musica ao vivo na altura certa e comida boa. 

Tarde agradável sol tímido e uma brisa leve, ótima para fotos e caminhada. A cada 100 metros mais um casal de tangueiros prontos para sacar fotos e os pesos dos turistas. As casinhas do Caminito e suas cores vivas enchem os olhos e te questionam: Será que isso ficaria legal lá em casa também?

Voltamos ao hotel tínhamos planos de caminhar pelo centro, mas o cansaço nos venceu, dormimos por todo fim de tarde e acordamos cheio de fome, o destino da noite já era certo: Puerto Madero.

No inicio da cidade de Buenos Aires, isso mesmo no inicio. Puerto Madero é um misto de canteiro de obras e prédios modernos, é lá que se concentra a nova Buenos Aires do cassino flutuante e restaurantes a beira píer. Ótimo para um passeio ao por do sol ou caminhada noturna, para os românticos apresenta o cenário exato para impressionar a namorada.

Escolhemos o restaurante Siga La Vaca, no sistema semelhante ao nosso rodizio. $110,00 por pessoa é possível comer a vontade e nesse valor já está incluso uma garrafa de vinho ou jarra de refrigerante e a sobremesa. Visitando esse restaurante não deixe de comer a costela de boi e porco e peça pelo famoso bife de chorizo (um generoso e gordo corte de contra filé assado na brasa e do Siga La Vaca estava perfeito).

Caminhada ao longo do dique e namoro ao pé da ponte de La Mujer terminamos nosso segundo dia em Buenos Aires ao som do bom e velho rock dentro do táxi cortando a bem iluminada cidade. 

Saldo Positivo, realizações e expectativas concretizadas e passeio do dia seguinte programado: Zoologico, Rosedal, Jardim Japones, Pallermo, sorveteria Freddo e city noturno por B.A.

Vamos as fotos, sem tratamento mesmo:

















terça-feira, 17 de abril de 2012

Buenos Aires - Parte 1

Decidimos dividir as dicas e relatos da viagem por dia (ficamos 5 lá), pra não ficar chato e cansativo. Então, como diria o Jack, vamos por partes.
Já que a Mari escreveu um texto objetivo farei apenas pequenas intervenções, para acrescentar algumas informações e dicas

Parte 1 - Primeiro dia 09.04 - Segunda-feira

Companhia aérea - TAM
Tirando o aperto na classe econômica, sem problemas. Bom preço, atendimento honesto, sem atrasos ou complicações. (mas o lanchinho é bem ruim)


Evite a Aerolineas Argentinas o número de reclamações é alto e a diferença de preço realmente não compensa. Comprando a passagem com antecedência, pela TAM os descontos são muito atrativos. Opte por fazer o check-in on-line para que possa escolher os assentos no avião ou peça para escolher no balcão da companhia)  

Aeroportos
Guarulhos - devido ao horário (tivemos que chegar às 4h), tava tranquilo, e conseguimos fazer todo o processo com calma.
Ezeiza - Bagunçado, com pouca informação, muita fila e desorganização. Ponto positivo: O Free shop que já rendeu algumas comprinhas na chegada.

Transporte 
Usamos o táxi Ezeiza, que tem um balcão exclusivo na saída do aeroporto com valores exibidos de forma clara. Gastamos $198,00 (pesos) até o nosso hotel, no centro. 

Outra opção, um pouquinho mais cara, mas confiável também, são os remises (média de $210,00).

Se você quiser, pode contratar qualquer outro serviço de táxi, mas lembre-se de que o aeroporto fica fora de Buenos Aires e no taximetro pode ser uma roubada, combine um valor antes. Nesse caso, não se esqueça que existem 2 pedágios no caminho, bom combinar antes quem paga o pedágio.

Hotel - Zentra
Simples, mas honesto. Conseguimos fazer o check in antes do horário programado e fomos bem recebidos na chegada. O wi-fi é bem ruinzinho e o sinal de perde com frequência, mas eles oferecem. O quarto é confortável, mas sem luxo. Tinha um cofre, mas não conseguimos usar (nada que uma ligadinha para a recepção não resolvesse), mas trancamos os objetos de valor e o dinheiro em uma mala e ficamos com a chave. Banheiro pequeno. Não gosto.

Ganhamos um mapa que salvou nossas vidas (mesmo sendo difícil de entender seu príncipio básico, deu uma boa noção pra gente, não desgrudamos dele nenhum minuto).


Principio básico para entender o Mapa: A cidade de Buenos Aires começa na parte portuária (Puerto Madera) e é dividida em quarteirões de 100m. A partir do porto todas as ruas (calle) começam no zero e independente de qual rua esteja a rua paralela terá a mesma numeração. Logo se quiser ir ao numero 5000 de uma rua, esse numero estará mais afastado do porto. Dica simples, se o seu mapa estiver com a Puerto Madera localizado na parte inferior, o vire de ponta cabeça e assim terá uma noção real de qual lado seguir.

Check-in feito, malas guardadas, e primeiras orientações recebidas no hotel.... vamos dar uma volta para conhecer a cidade, ou pelo menos os nossos arredores.

Uma volta pela avenida corrientes, e já bateu a fome. Recomendações que tínhamos: El palacio das papas fritas. E não é que o danadinho estava la, bem no nosso caminho?

Nosso primeiro dinheiro mal gasto da viagem. O lugar era legal, mas a comida era ruim e cara. Não entendo o sucesso desse lugar... mas talvez, só tenhamos pegado um dia ruim do cozinheiro. Nossa opinião sobre o bife de chorizo fica pra outro dia, pq esse realmente não conta.

Querem uma dica valiosa? Não queiram comer arroz na argentina, eles não sabem fazer.

Saindo de lá, fomos dar uma passeada pelo centro.
Buenos Aires é uma cidade grande, muito parecida com São Paulo em vários pontos. Bom, que a gente já está acostumado, da pra se virar numa boa.

Vai andar pelo centro da capital argentina?
Use um tênis bem confortável, as coisas são perto, e vc pode fazer tudo a pé, mas certamente no fim do dia estará bem cansado.

Obelisco - Plaza da Republica - Casa Rosada - Catedral - Plaza San Martin - Torre dos Ingleses. Caminhamos por toda a Calle Florida. Tem muitas lojas lá, e é mto parecido com o centro de São Paulo. Ficamos decepcionados por não ter tanta opção, e os preços não são convidativos.

É lá que ficam milhares de pessoas te oferecendo passeio pro Rio Tigre o pro tango. Eles sabem que vc é turista, não adianta fugir (também eu com minha cara europeia quase não destoo dos hermanos). Mas a nossa dica é, se quer fazer um dos dois passeios, vá por conta. São coisas simples e vc não precisa comprar nenhum pacote, dá muito bem pra se virar sozinho.

É um dos lugares que você vai encontrar mais brasileiros (aliás, vc os encontra por toda a parte).

Em resumo, o centro... Um belo passeio, uma bela arquitetura e tudo grandioso. Presenciamos até uma apresentação de uns soldados na plaza San Martin. 


A apresentação a que ela se refere é arriamento da bandeira Argentina na Plaza de San Martin, as 18h. Não estamos muito acostumados com guardas da corte marcial hasteando e arriando bandeiras no Brasil, mas como os Argentinos rivalizam com os americanos em patriotismo essa deve ser uma prática rotineira, alias em qualquer lugar da cidade que você for a bandeira da Argentina estará presente. Ah, os argentinos sabem reverenciar e homenagear os seus heróis.   

As praças de lá são uma graça, vc pode escolher qualquer uma delas pra descansar um pouco, curtir o lugar e principalmente a companhia. Nos rendeu bela fotos.


Sem problemas com a língua no primeiro dia. Tudo bem que o namorado fala espanhol, mas em outro país (mesmo sendo aqui do lado) tudo é bem diferente.

Hora de voltar pro hotel.
Compras no mercadinho chinês pra refeição da noite. O cansaço era tanto que não teríamos força para sair para jantar.


A cidade de Buenos Aires é uma cidade para ser contemplada, minha dica é não queira fazer e conhecer tudo num único dia, caminhe devagar, sente nas praças e aprecie o sol, procure o melhor ângulo para a foto e namore um pouquinho. Escolha o tipo de turismo que pretende guiar a viagem, recomendo o arquitetônico e gastronômico, os prédios são grandiosos e lindos e a comida merece um capítulo a parte. Caso queira ganhar tempo  use o City Tour de ônibus oferecido pela prefeitura, custa muito barato e encurta distâncias, uma passagem vale para todo o dia, passa por todos os pontos turísticos da cidade e você embarcar e desembarcar o quanto quiser.

Vamos às fotos 


Calle 9 de Julio

Casa Rosada 

Banco de La Nacion

Obelisco

Signos de transito 

Catedral Metropolitana

Estacion de Train 9 de Julio

El palacio de la papa frita 



Plaza de San Martin




     

terça-feira, 3 de abril de 2012

Far Far away...

Namoro a distância...
Não, não... Não é bem isso. É a distância do namoro. Também não!
Calma, eu explico.
Namoramos. E existe uma enorme distância entre nós. Sim, 44km separam a residência Ferreira da residência Limone.
Ufa.

Uma dica para os meninos:
Namorem uma guria que tenha carro
Para as meninas:
Um pouco de coragem

O jeito é: Fazer a mochila e encarar vida de casadinhos (que a gente adora).

Essa é a solução encontrada, mas é claro que existem algumas adaptações a serem feitas, por exemplo:
Tirar um cochilinho enquanto a namorada faz a unha, ou acompanhar o treino de karatê do namorado no domingo de manhã.
Nada que a gente não resolva com uma boa dose de bom humor.

Para os casais que também adotam essa técnica, ficam alguma dicas úteis:

Programas legais para compor o fim de semana. Vc não quer ver o seu conto de fadas virar uma chatice com ela (ele) reclamando que vcs nunca fazem nada diferente. (programas legais podem ser várias coisas, vide os outros posts do blog)

Para aqueles dias em que o companheiro não acorda com o melhor dos humores, nada como fingir que não percebeu e desviar o foco.

Arrumar soluções criativas para solucionar as necessidades que vc tem, desde a época de solteiro. E fazer com que não pareça tão chato para o seu amado (a).

Aproveitar muito o privilégio (que muitos casais não tem) de ficar grudadinhos e dar muito mimo pra ele (a). Tem coisa melhor que isso?

Tem medo de cair na rotina? Não tem problemas, mantenha a cabeça ligada, vc sabe que vcs tem muita coisa em comum, e não vai faltar coisa boa pra fazer junto (mesmo que a opção seja comprar umas guloseimas no mercado e ir pra cama ver um filminho).
(By Mariana)


É engraçado pensar nesses 44km (ou 1h20 em trânsito) São Paulo é realmente uma cidade grande, mas quando "2 quer 2 dá um jeito" então é adaptar a rotina para que essa distância pareça pequena. Contúdo, mais que adaptar a rotina é necessário ajustar sua personalidade para as novas situações. Sabemos que relacionamento é entrega e concessão, então esteja disposto a abrir mão daquele tempo livre pra cerveja, jogo do seu time de coração, ajudar o amigo com a mecânica do carro porque tudo isso pode acontecer no fim de semana que você está na casa da sua florzinha e ai não tem jeito, lá as regras são dela.

Mas talvez um ponto que a florzinha mencionou acima em forma de pergunta e que acredito seja o mais importante em qualquer relação é: NÃO TENHA MEDO DA ROTINA. Nem todos fins de semanas você vai ter idéias incríveis para rolezinhos (ou dinheiro para eles) ou saco para filminhos com pipoca, então o jeito vai ser sentar no sofá e assistir o domingão até a hora de ir dormir ou deitar na cama e permanecer em silêncio enquanto o vizinho ouve pela milésima vez aquela música ruim, assim é o cotidiano, nada de glamour, nada de tinta. 

Não tenha medo disso, afinal nada mais gostoso que ver sua florzinha de pijama velho, sem maquiagem e com paciência zero pra suas brincadeiras, essa é a pessoa que  estará do seu lado nos dias difíceis e que vai respeitar quando você só quiser sentar no sofá pra assistir o domingão mesmo sendo num fim de semana de namoro ou no dia a dia de casado. 

Dejair nosso companheiro de trânsito 
(que ela roubou de mim, fica o registro)