Pages

Subscribe:
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Viagem - São Francisco Xavier

Feriado prolongado, 4 dias de folga e um pouco de dinheiro no bolso então só nos restas fazer o que pode ser feito, preparar as malas, checar os freios do carro e pegar a estrada.

Destino escolhido São Francisco Xavier uma cidadezinha há 160 km da capital (São Paulo), com cerca de 3.000 mil habitantes. Simpática e acolhedora por vocação, que nos ofereceu paz e sossego em demasia. 

Mas não pense que foram essas qualidades que nos levaram a São Francisco Xavier, pelo contrário, as boas opções de trilhas, contato com a natureza,  esporte de aventuras e cachoeiras nos seduziram de imediato.     

Depois de duas horas e meia de viagem, pela rodovia Ayrton Senna em ótimas condições de conservação e sinalização chegamos à pequena vila. Já era tarde, por volta das 17h30, mas ainda precisávamos almoçar. O lugar escolhido foi o Seu Chico. Comida simples, mas ótima e com um bom atendimento. Recomendamos. O restaurante fica bem na praça da Igreja Matriz, no centrinho da cidade, nem precisamos dizer que tudo acontece ao redor dessa praça. 

Experimentamos no Seu Chicho  uma cachaça produzida na região, a cachaça do Pau Oco. Boa, suave, levemente amarelada. 


Satisfeitos e buscando descanso a próxima parada seria na pousada Kolibri
E lá vamos nós com o João (celta 2008 do Rogério) 6 km de estrada de terra a dentro de São Francisco (em ótimas condições) para a pousada. 

A Pousada Kolibri é fundada em uma antiga fazenda que mesmo após as reformas mantem  o jeito simples, mas longe de ser rústico. As antigas baias de cavalos foram transformadas em quartos e suítes aconchegantes e para os que desejam mais espaço a pousada oferece chales em meio a Serra da Mantiqueira, além de contar com sala de TV, biblioteca, piscinas, sala de música, refeitório e espaço para pequenos apresentações culturais. Mais um acerto em nossa viagem. 

Com o sol se pondo, vista para serra, animais pastando e o som das cachoeiras ao fundo, nossa primeira impressão da cidade e da pousada Kolibri foram as melhores possíveis. Com certeza a cidade e pousada se tornaram  nosso refúgio.

Recepcionados pelo Glaico (gerente gente boa, atencioso e prestativo), deixamos nossas malas no quarto e voltamos para cidade para caminhar pelo centro e conhecer um pouco melhor a cidade. Na ida para o quarto conhecemos a Thila uma pastora alemã dócil e brincalhona que virou nossa amiga de imediato. 

Nossa primeira noite na cidade constatamos que a cidade tem poucos atrativos, todos eles próximos a praça da Matriz, em compensação tem de sobra o que estávamos procurando: paz, sossego, tranquilidade e  cachoeiras.

A primeira que visitamos foi a Pedro David, a cachoeira oficial da cidade. Ótima! Próxima ao centro de São Francisco, a cachoeira conta com uma boa estrutura. Estacionamento, degraus, placas de sinalização e orientação, banheiros. A cachoeira é super bonita, bem cuidada e limpa. A água era bem gelada, como esperado, mas vários corajosos encararam as quedas e uns até arriscaram uns mergulhos. Nós ficamos com as fotos, o vídeo e os pézinhos na água. Já tá de bom tamanho.

De lá, recebemos orientações que tinha uma pousada com 8 quedas d'água e uma trilha, bora levantar acampamento e seguir para a Pousada Santa Barbara. Seguimos pela estrada Santa Bárbara, na entrada da cidade e lá fomos nós, e quem sabe dessa vez
arriscar um mergulho. 

Chegando na pousada um senhorzinho muito simpático nos atendeu. Eles cobram uma taxa de 10,00 - por pessoa, pra manutenção das trilhas. A pousada tem duas piscinas de águas naturais, restaurante, sala de jogos e  fornecem um mapa com as trilhas, localização das cachoeiras coordenadas para os corajosos pegarem morro acima. 

Mas faltou fôlego pra subir até o mirante do cruzeiro (segundo o senhorzinho, da pra ver de um lado Minas Gerais, e do outro São José dos Campos). A sedentária aqui, só aguentou subir até o primeiro mirante, quase morrendo, e desistiu do restante da subida. Mas o passeio pelas cachoeiras rendeu belas fotos.

Energia refeita é hora de alimentarmos o corpo. Escolhemos o Restaurante Recanto Mineiro. Pedimos por um belo tutu de feijão e uma linguiça artesanal que me surpreendeu... Tudo bem servido, com preço justo e atendimento super simpático. 

Estrada, céu estrelado e cama, acho que os paulistanos aqui entenderam de verdade o conceito de férias e descanso. 

Dia seguinte fomos conhecer a Serra das Águas. Uma fazenda de piscicultura onde é possível conhecer os tanques de criação de peixes. Vale a pena  visita. A fazenda conta ainda com um restaurante que oferece iguarias e pratos feitos a base de Trutas (peixe muito cultivado na região) e uma trilha que nos leva às mais bonitas cachoeiras da cidade. 

Seguindo uma trilha de mais ou menos uns 15 minutos a partir do "truteiro",  o percurso é tranquilo, é possível fazê-lo sem muitas dificuldades, chegamos a uma bela cachoeira. Água limpa cristalina, gelada e com uma queda que convida para o banho. Encontramos com algumas pessoas durante a trilha, mas não tinha ninguém na cachoeira, ficamos por horas curtindo a preguiça. Na volta uma parada em uma nova cachoeira, mas não tivemos coragem suficiente para entrar ou se aproximar, a fome e a preguiça dominavam nossas forças. Passamos pelo restaurante, mas uma informação importante, não aceitam cartão... logo, só experimentamos uma porção do peixe caseiro deles, com uma cervejinha e descemos para almoçar na cidade.

Voltamos o Seu Chico e de lá pousada novamente!

O restante do dia aproveitamos a estrutura da pousada, ou melhor da cachoeira da pousada. Isso mesmo a pousada possui um trilha que leva a um mirante e uma cachoeira linda. Menor que as outras que visitamos, foi sem sombra de dúvida a com melhor leito para o mergulho e preguiça dentro d'água. Águas calmas e cristalinas, era menos gelada e possuía uma boa piscina e amplo espaço para deixar as mochilas sem medo de caírem na água. Após o sol se pôr voltamos ao quarto e fomos namorar mais um pouquinho.

Podemos comemorar nosso acerto na viagem. Não gastamos além do esperado, passeamos bastante, com muita paz, tranquilidade e belas paisagens. Fomos bem recebidos por onde passamos e não temos dúvidas quanto a voltar lá assim que possível.


Links Uteis
http://www.pousadakolibri.com.br/ - Pousada Kolibri
http://www.portalsfx.com.br/ - Portal de São Francisco Xavier























quarta-feira, 25 de abril de 2012

Buenos Aires - Dia 02


Quando decidimos nosso destino tinha apenas algumas vontades: comparar o tão falado alfajor, assistir a um show de tango e ir a La Bombonera. Pois bem, segundo dia em Buenos Aires e as expectativas e realizações dominando o páreo.

Destino bairro La Boca, mas antes um pulo no locutório (misto de lan-house, bomboniere e central telefônica) para comprar um alfajor. Indicação do vendedor alfajor Recoleta, na primeira mordida a constatação: é bom pra cara%¨&*, muito superior aos alfajores da Havana e as marcas nacionais, recomendo.

Voltemos ao foco, destino La Boca. Ao entrar no bairro você já observa as diferenças entre La Boca e as demais regiões de Buenos Aires. La Boca é o bairro mais pobre da capital federal, mas mesmo assim charmoso, se você mora na periferia vai achar o bairro bem comum e nada perigoso como dizem os argentinos.

De longe La Bombonera toma contado campo de visão. Ao redor do estádio, as cores azul e amarelo do Boca Juniors (time de futebol local) se tornam vibrantes e presentes, as lojas de souvenires pipocam a cada quadra e a caixa de bombom de concreto se agiganta.

O estádio é tido como atração turística e prática os preços turísticos também, $55,00 (pessoa) pela entrada no museu e tour guiado. No tour visitamos as acomodações do estádio conhecemos a história e curiosidades sobre o time. Para os mais fanáticos é possível tirar uma foto a beira campo segurando uma réplica da taça libertadores ou bandeira do seu time de coração, pela bagatela de $100,00 a cabeça. 

Próxima parada Caminito, a esquina mais colorida e famosa de B. Aires. A poucas quadras do estádio do Boca o Caminito levanta seus sobrados multicoloridos e hastea as bandeiras do mercosul em suas sacadas. O bairro mais simpático e receptivo de Buenos Aires lembra aquelas cidadezinhas do interior onde tudo acontece ao redor do coreto.

Já na saída do estádio vimos um casal de tangueiros a espera de turístas, imaginavamos que eles esperavam por uma aglomeração para começar a bailar, nos aproximamos para sacar fotos e nossa primeira surpresa, o tangueiro já puxa a Mari pra si, a coloca em uma pose sensual de tango e espera pelos cliques. Nosso susto foi tanto que não conseguíamos parar de rir, fotos tiradas e o caboclo me cobra $20,00 pelas fotos, isso mesmoo cara cobra vinte pilas pelas fotos (#$!@#@#%¨&), portanto cuidado para não ser extorquido por um tangueiro em Buenos Aires!!!

No quarteirão propriamente dito do Caminito, aglomeram-se lojas de lembrancinhas e restaurantes. As lojas de lembrancinhas oferecem grande variedade de mimos para os parentes que vão te cobrar bagulhinhos de viagem, os preços são atrativos (mais baratos que encontramos) e em quase todas pode-se comprar em reais.

Com mesas que tomam as ruas, os restaurantes oferecem de graça show de tango e dança flamenca. Não se assuste com a quantidade de pessoas tentando te levar ao restaurante X ou ao Y, essa é uma prática comum na Argentina, tipo vendedor de shopping paulistano. 

Sentamos no La Vieja Rotiseria, pedimos uma cerveja, assistimos a algumas apresentações e discutimos a viagem até ali e nossos próximos passos. Cerveja sempre gelada, centenas de opções de vinhos, carne bem preparadas e servidas em grandes porções. Comida com certeza não é problema em Buenos Aires, escolhendo os restaurantes certos você volta mais gordinho fácil para o Brasil. Mas, vale a ressalva não peça por arroz, nunca! 

O La Vieja Rotiseria cumpre bem seu papel, o show de tango tradicional sem pirotecnias é lindo, musica ao vivo na altura certa e comida boa. 

Tarde agradável sol tímido e uma brisa leve, ótima para fotos e caminhada. A cada 100 metros mais um casal de tangueiros prontos para sacar fotos e os pesos dos turistas. As casinhas do Caminito e suas cores vivas enchem os olhos e te questionam: Será que isso ficaria legal lá em casa também?

Voltamos ao hotel tínhamos planos de caminhar pelo centro, mas o cansaço nos venceu, dormimos por todo fim de tarde e acordamos cheio de fome, o destino da noite já era certo: Puerto Madero.

No inicio da cidade de Buenos Aires, isso mesmo no inicio. Puerto Madero é um misto de canteiro de obras e prédios modernos, é lá que se concentra a nova Buenos Aires do cassino flutuante e restaurantes a beira píer. Ótimo para um passeio ao por do sol ou caminhada noturna, para os românticos apresenta o cenário exato para impressionar a namorada.

Escolhemos o restaurante Siga La Vaca, no sistema semelhante ao nosso rodizio. $110,00 por pessoa é possível comer a vontade e nesse valor já está incluso uma garrafa de vinho ou jarra de refrigerante e a sobremesa. Visitando esse restaurante não deixe de comer a costela de boi e porco e peça pelo famoso bife de chorizo (um generoso e gordo corte de contra filé assado na brasa e do Siga La Vaca estava perfeito).

Caminhada ao longo do dique e namoro ao pé da ponte de La Mujer terminamos nosso segundo dia em Buenos Aires ao som do bom e velho rock dentro do táxi cortando a bem iluminada cidade. 

Saldo Positivo, realizações e expectativas concretizadas e passeio do dia seguinte programado: Zoologico, Rosedal, Jardim Japones, Pallermo, sorveteria Freddo e city noturno por B.A.

Vamos as fotos, sem tratamento mesmo:

















sexta-feira, 9 de março de 2012

Missão: Viagem

Semana de sol escaldante + fim desemana de folga + previsão de tempo favorável + carro a disposição + alguns trocados no bolso = BATE VOLTA. Porém,a linha entre o céu e o inferno durante qualquer viagem é fina, mas quando setrata de um BATE e VOLTA ela é muito fina, mas mesmo assim você sempre estadisposto a correr esse risco, então lá vamos nós em direção ao litoral paulista.

Viagem decidida, primeiro e único item do guia básico de viagens: PLANEJAMENTO, desconsiderado!!!

Planeje-se. Mesmo sendo umsimples bate volta, verifique as condições do carro, previsão do tempo, os possíveis eventos que possam estar ocorrendo na cidade de destino, condições do transito, restaurantes, hotéis (pousadas, albergues), pedágios, atrativos dacidade, indicies de criminalidade, infraestrutura da praia (orla, quiosques, calçadão, pista de caminhada), saldo bancário positivo, grana para emergências ese a praia está em condições de receber banhistas.

Nossa, tenho que saber tudo isso,é só um bate volta, viagenzinha descompromissada, marota, simprinha, desce aserra, torra no sol, mergulha no mar, tira as zica e sobe de novo. SIM! Você tem que saber tudo isso, você não está mais indo viajar com a galera, você quer pagar de romântico e por mais roots que seja sua flor você não quer ter dor decabeça.

Rogério você verificou tudo isso antes de sair? NÃO! Logo a lista de coisas que não deram certo é grande.

Optamos pelo bate volta NÍVEL 2. Descer no sábado à noite, alugar um quarto de hotel e voltar no fim da tarde domingo (descansado imagina-se). Praia de destino Bertioga.

Por conta da nossa proximidade com a zona leste (São Paulo) fomos pela cidade de Mogi das Cruzes, primeiro problema encontrado: a partir de determinado ponto da cidade (próximo aocentro) as placas que indicam a estrada para Bertioga, desaparecem, rodamos um pouco e reencontramos o caminho. Descida foi tranquila, ótima condições na estrada.

No fim da serra o segundo problema, Bertioga sim, mas qual praia?!? Até então só tínhamos pensando em Bertioga, rumamos para o centro então, problema numero três, em qual pousada/hotel ficar? Grande parte das pousadas param de atender as 23hs, o relógio já marcava 00:15, as poucas pousadas 24hs não tinham quartos disponíveis, hotéis lotados, o único quarto disponível estava muito acima do preço imaginado, opção rumar para outra praia, 2 horas de procura, 3 praias visitadas, voltamos para Bertioga e por sorte  conseguimos locar o ultimo quarto disponível na cidade.

A superlotação dos hotéis, não condizia com o deserto em que se encontrava a cidade. No hotel descobrimos quea cidade recebia um congresso e um concurso público naquele final de semana, por isso a superlotação. O quarto estava aquém do que imaginávamos, o tão elogiado ar condicionado oferecido não funcionava, mas tínhamos uma cama para dormir, o check out seria feito apenas às 17hs e na manha seguinte tudo seria tranquilo.

Café da manha, protetor solar e lávamos nós para a praia, quarto problema (não chega a ser um problema) a orla da praia está em reforma, (reforma em casa é problema, imagina na orla deuma praia) esqueça a caminhada com a praia ao fundo, por conta disso, boa parte dos quiosques estavam fechados, restando apenas os carrinhos-quiosques que ficam na areia e que nem sempre contam a atendentes simpáticos e prestativos, mas ao menos tem preços honestos.

Condições do mar boas, poucas ondas, água clara, praia limpa, sem cheiro, nada dutos de esgoto a mostra, ponto positivo para Bertioga nesse sentido. O restante do dia foi para curtir o sol e aproveitar o mar, trocamos a caminhada na orla, pela caminha junto ao mar e fizemos o que fazemos de melhor “preguiçar”.  

Fim de tarde, andamos um pouco pelo centro da cidade, que deixa a desejar em opções para o visitante, a feirinha deartesanato foi invadida por importados chineses, poucos restaurantes, bares fechados e sujeira visível.

O grande trunfo ficou por contado píer de onde é possível comprar um passeio de lancha e tem uma vista incrível, e o Forte de São João da Bertioga que abriga exposição permanente de armas e ocas indígenas.

Conclusão: O espírito aventureirodo casal voltará para o período de hibernação, próximas viagens serão bem planejadas e organizadas, a tranquilidade e descanso que queríamos infelizmente não foi alcançado de forma plena, mas estar com a florzinha sempre é ótimo e apesar do stress, rimos o tempo todo da nossa falta de noção.